Desejo tem que queimar.
Mas não queimar de consumo tolo,
queimar de dar força para mudar.
Surtamos Tudo
Nasce, voa, grita e canta a flora. Tal como a água é urgente para a semente que encerra a paciência da dormência,é para agora! É o surto da razão que inventamos a cada segundo, a cada ato de vida.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
sexta-feira, 22 de julho de 2011
domingo, 2 de janeiro de 2011
Sentindo o coração nos braços
Faz parte da alegria de ser vivo. Abraço. Ah, braço! Triste de quem não tem este hábito, que, para mim, é uma necessidade. Beijo a gente troca e é bom: beijo de um priminho, beijo da mãe, beijo de um amor de agora ou da vida toda... Mas abraço... Dá para sentir os contornos, o pulsar do outro. É mais vivo ainda.
Que abraçar seja o verbo de ordem; bora trocar energia!
Também em: http://luizambattiston.blogspot.com/2010/10/abraco.html
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
A Arte de Namorar
"Meu amor eu quero é namorar", diz a Amora na canção do Gonzaguinha. E é isso mesmo, namorar é bom. Não é no sentido burocrático, mas no sentido estrito mesmo. É aquele referente ao fluxo de carinhos, carícias, beijinhos e todo o arsenal daquelas pieguices tão deliciosas.
Este pequeno libelo pode até parecer fora de hora, fora de contxto e soar como uma crônica muito da melosa; mas eu precisava concebê-lo, sem mais demora. Meus olhos têm me oferecido raríssimas demonstrações do namorar; meus sentidos então, nem se fala. Muito se fala dos encontros, dos rendez-vous aqui distorcidos, do "preciso te ver" e o mais gostoso fica simplesmente pra escanteio. Cadê as mãos dadas? Onde se meteram os amassos? E para onde foram as descobertas de uma verruguinha, de um pelinho, de um sinal tão estratégico quanto surpreendente? E as mudanças de rota, de pensar numa coisa e fazer outra, porque outros dias serão muitos dias? E as risadas do que parece totalmente desprovido de graça? E a leve embriaguez de sentidos que faz o mundo parecer apenas um pano de fundo? Isso tudo tem sumido ou é ferozmente abortado. "Não estou preparado". Taí uma das fases mais escrotas que o ser humano criou e que tem um poder sombrio de eclipsar qualquer nascimento de algo carregado de beleza. Beleza tão singela, mas tão singela, que muitos se acovardam diante dela.
Não dá para deixar de falar também do namorar sentido "liga-fala-passa-em-casa-planeja-é-chata-mas-tô-com-ela-para-não-ficar-sozinho" ou do "canalha-mas-é-de-mim-que-ele-gosta-e-no-fundo-ele-é-bonzinho". Mecaniza, não mais brinca, não surta, não diverte e se perde. Assim, fica trash...
Tem que valer a pena e tem que ter disposição para ser meio bobo, nem sempre fazer sentido...
O sentimento de estupidez por não conseguir criar a capa de aversão ao amor - que tantos orgulhosamente ostentam - já me deixou. Tenho essa quase enervante característica de gostar de gostar e não pretendo deixá-la.
Ofereço, e por quem não quiser, só me resta lamentar. Pobre de quem não sabe amar e desconhece que "Linda é a nação do amor
Luz de lua, luz de sol
E é gostoso namorar."
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Aos Borbotões
A energia vital, aquela que ninguém pode nos roubar. Quando a trocamos com alguém, em vários níveis de sentir, temos a exata noção de que estamos escancaradamente vivos. E como ser de natureza aberta, assim como a flor sem o frio pudor do outono, considero essa energia algo muito rico. Saltam-me aos olhos, ao coração e ao cálice-de-amor-e-boas-vindas a necessidade de esconder a natureza e a inabilidade de outros seres em encarar o fluxo como algo pecaminoso de se sentir. Sentir. Dentro e bem no fundo, onde quem não convidamos não entra. Mesmo.
Entraves de diversas naturezas - comportamentais e de outras entidades ainda mais obscuras - impedem a singela demonstração do prazer absoluto, o simples compartilhar do desejo como forma de externar nossa essência. Não falo sobre a vil banalização e concretização deste desejo, que acaba por destruir o que de mais bonito ele tem : a espontaneidade. Verso sobre toda a maravilha que o contato entre duas pessoas em sua forma mais primal e verdadeira possui em si mesmo. E se não tiver verdade, bate o comichão do mal-feito, do "por que diabos eu fiz isso?" ; que me perdoem os mais revolucionários.
Eu sinto, eu libido, eu quero. No entanto, tenho experimentado e constatado que estes verbos precisam estar em conjunção. Que se danem os libertinos e os que pregam as experiências de puramente experimentar. Acho isso uma bosta. Acho que viver assim é uma bosta. No meu sentir, na minha libibo e no meu querer mando eu; do contrário, seria a tão falada morte em vida.
Que beijemos, que toquemos, que sintamos, que sejamos piegas, que troquemos enfim não só fluidos, mas também nossas energias genuinamente, mantendo o mesmo fluxo que faz o mundo gritar e brotar.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Convite ao surto coletivo
É o surto nosso de cada dia. Um dia há a paixão; no outro, a aversão. Amanhã pode ter razão. E no ano passado, nem pensar, não!
Até que num momento, um instante de calmaria é alcançado. Pronto! Outro desespero toma lugar, forma e tudo o mais que fez o presente sair do passado e querer correr para o futuro. É tanta vontade de não perder o prumo, ainda que este de fato não exista como um todo, que esquece-se de aproveitar o que ele tem. Não se curte o surto; a ânsia de não deixá-lo ir é como uma moléstia safada e impregnante. Torna-se crônico: nasce o sofredor-compulsivo, tipo comum e altamente metido a infeccioso.
Por isso, sugiro que surtemos juntos e um dia de cada vez. Não se trata de fazer doidivanices psicopatas e suicidas, mas que curtamos o surto de um sorriso inesperado, de um beijo roubado, de um momento de silêncio, de alguém que chegou na hora mais estapafúrdia... Que saibamos aproveitar cada quebra de ordem, cada mudança de drenagem entrelaçada ou meandrante, que consigamos enxergar que a beleza está justamente aí. Se for bom, que aprendamos; se for ruim, que aprendamos também. Tudo precisa ir e vir. Tudo pode dar certo!
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